Porto Itapoá avança para receber "gigantes do mar" e acelera novo ciclo logístico em SC

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, entrou em uma nova fase de expansão internacional com a inclusão do terminal em uma rota internacional que conecta Santa Catarina a alguns dos maiores hubs portuários do Norte da Europa, como Southampton, Rotterdam, Hamburgo, Bremerhaven e Antuérpia. A operação faz parte do NEOSAMBA, serviço operado pela Maersk, e também inclui Tânger, no Marrocos, além de Santos, Paranaguá, Buenos Aires e Montevidéu. No mercado nacional, o terminal também ampliará sua presença na cabotagem com uma nova ligação com Manaus, capital do Amazonas. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga já ultrapassou 70% de execução e deve permitir a chegada de navios de até 366 metros, com capacidade para 16 mil contêineres.

Em 2025, as importações da União Europeia representaram cerca de 19% de toda a carga importada pelo Porto Itapoá, o equivalente a aproximadamente 285 mil TEUs. Nas exportações, o bloco respondeu por 12% da movimentação, com cerca de 180 mil TEUs. Entre os principais produtos embarcados estão florestais, eletrodomésticos, eletrônicos, máquinas e aço.

Para Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, empresa especializada em gestão de ativos imobiliários com foco em galpões logísticos e que administra atualmente mais de R$ 3 bilhões em ativos nesse segmento, com taxa de vacância inferior a 3%, o avanço do Porto Itapoá deve ampliar a demanda por áreas de armazenagem e distribuição no entorno do terminal.

“Itapoá está em uma posição estratégica para exportação, importação, cabotagem e circulação de cargas entre o Sul e outros mercados do país. Com o aumento da capacidade operacional e o ganho de competitividade do porto, cresce também a necessidade de galpões próximos, com acesso eficiente ao terminal e às principais rodovias. O investidor que se antecipa a esse movimento tende a capturar a valorização desses ativos nos próximos anos, porque a demanda por espaços logísticos bem localizados cresce antes mesmo de a infraestrutura operar em plena capacidade”, afirma Curi. 

Segundo o executivo, o reflexo desse movimento deve se espalhar por cidades próximas ao eixo portuário e rodoviário, como Itapoá, Garuva, Araquari, Joinville, São Francisco do Sul e municípios conectados à BR-101. “A expansão portuária não impacta apenas o terminal. Ela movimenta toda a cadeia de suporte no entorno, desde operadores logísticos e transportadoras até empresas que precisam de áreas para estocagem, transbordo, distribuição e apoio às operações. Por isso, os galpões de alto padrão, próximos ao porto e com acesso eficiente às principais rodovias, tendem a ser cada vez mais disputados”, diz.

Caminhão, estrada, caminhoneiro: aqui, você encontra informação, serviço e bate-papo.

© 2026 – Todos os direitos reservados – Caminhoneiros do Trecho

Contato