Demanda de carga em São Paulo tem melhora consecutiva

Para especialista do setor o aumento no volume de carga pode ter relação com a reabertura do comércio

Por conta da pandemia de coronavírus, e como consequência das medidas de isolamento, o volume da demanda de cargas em São Paulo despencou, chegando a uma queda de quase 50% em abril, segundo dados da NTC&Logística (Associação Nacional de Transporte & Logística), que vem acompanhando essa variação desde o mês de março.

Mesmo que o transporte rodoviário de cargas tenha sido considerado essencial pelo governo federal, e por isso não tenha parado, a quantidade do serviço diminuiu, acompanhando a baixa de alguns segmentos industrias, e principalmente, do comércio.

No entanto, o último boletim da associação com dados do mês de junho aponta uma queda de -35% no estado paulista, isso comparado aos valores normais de antes da crise sanitária e de saúde pela qual passamos. É a melhor média dos últimos três meses. Em maio a queda registrada foi de -38,71%.

O índice do estado de São Paulo acompanhou a média nacional que também ficou em -35%.

Segundo a economista do IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Carga), Raquel Serini, uma menor queda pode ter relação com o fato de no dia 10 de junho o comércio de rua voltar a reabrir na capital, e na sequência, dia 11 a reabertura dos shoppings centers.

“De um modo geral todos os segmentos de transporte tem apresentado melhoras, acredito que isso seja um reflexo tímido da retomada do comércio, que muito contribui para a movimentação de carga na cidade”, aponta a economista.

Para Tayguara Helou, presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP, essa é uma melhora ainda sensível e que não se revela como um crescimento, e sim a diminuição da queda propriamente. “A flexibilização da quarenta em São Paulo já faz com que muitos estabelecimentos comecem a se preparar para uma retomada ao trabalho, este efeito melhora o movimento nas empresas do nosso setor”, afirma Tayguara.

A Confederação Nacional do Transporte também divulgou dados sobre a retração do transporte terrestre, que registrou seu pior desempenho da série histórica iniciada em fevereiro de 2011, no mês de abril deste ano com uma queda de 28,5%, em relação a abril de 2019.

A partir do dia 06 de julho, a cidade de São Paulo entra na fase 3 – Amarela do Plano SP, em que o comércio já está autorizado a funcionar por um período de 6h, e que também os estabelecimentos de serviços como restaurantes, bares, salões de beleza e barbearias podem reabrir, e o que se espera é que haja um impacto positivo no volume da demanda de carga.

Fonte: SETCESP