Caminhoneiros voltam a ameaçar greve nacional e cobram votação da MP do Frete no Senado

Os caminhoneiros voltaram a ameaçar uma greve nacional caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não coloque em votação no plenário a Medida Provisória (MP) do Frete, que altera as regras do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

Segundo representantes da categoria, a votação da proposta é considerada essencial para garantir maior segurança jurídica e preservar a remuneração dos transportadores autônomos e das empresas do setor.

A mobilização ocorre em meio ao aumento dos custos operacionais enfrentados pelos caminhoneiros, como reajustes no preço do diesel, pedágios, manutenção da frota e demais despesas que impactam diretamente a atividade.

Os representantes do movimento afirmam que, caso a MP não avance no Congresso Nacional, a categoria poderá organizar uma paralisação nacional, o que pode comprometer o transporte de mercadorias, o abastecimento de alimentos, combustíveis e outros produtos em diversas regiões do país.

A Medida Provisória promove mudanças nas regras do piso mínimo do frete, mecanismo criado para estabelecer uma remuneração mínima para o transporte rodoviário de cargas. A proposta é considerada estratégica por caminhoneiros e transportadoras, que defendem sua aprovação como forma de reduzir perdas financeiras e aumentar a previsibilidade nas negociações de frete.

O setor aguarda agora uma definição do Senado Federal sobre a inclusão da matéria na pauta de votação. Enquanto isso, lideranças dos caminhoneiros seguem pressionando o Congresso e não descartam a realização de uma greve nacional caso não haja avanço nas negociações.

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