Caminhoneiros iniciaram nesta segunda-feira (13) uma mobilização em diferentes regiões do Brasil para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. O movimento, organizado por lideranças da categoria, busca garantir a aprovação da proposta antes do término de sua vigência, previsto para os próximos dias.
Até o momento, a paralisação ocorre de forma pontual, concentrada principalmente em áreas próximas a portos, centros logísticos e polos de transporte. Não há registro de bloqueios generalizados nas principais rodovias federais, e o fluxo de veículos segue normalmente na maior parte do país.
O que os caminhoneiros reivindicam?
A principal pauta da mobilização é a aprovação da MP do Frete, considerada pelos organizadores uma medida importante para fortalecer a fiscalização do transporte rodoviário de cargas e garantir maior segurança jurídica aos transportadores.
Entre os principais pontos da proposta estão:
- Ampliação da fiscalização do cumprimento do Piso Mínimo do Frete;
- Obrigatoriedade do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) em todas as operações de transporte remunerado de cargas;
- Reforço na transparência das operações de frete;
- Aumento das penalidades para contratantes que descumprirem a legislação, incluindo multas mais severas para quem pagar abaixo da tabela estabelecida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo representantes do movimento, a medida busca combater a concorrência desleal e assegurar uma remuneração mais justa aos transportadores autônomos.
Movimento ainda não afeta as rodovias
Apesar da convocação nacional, a mobilização segue sem grandes reflexos nas rodovias brasileiras. Órgãos de segurança e concessionárias informaram que, até o momento, não foram registrados bloqueios de estradas ou interrupções significativas no tráfego.
A expectativa é que o movimento evolua de acordo com o andamento das discussões no Congresso Nacional. Caso a proposta não avance dentro do prazo de validade da Medida Provisória, lideranças da categoria não descartam ampliar as manifestações nos próximos dias.
Senado terá papel decisivo
A MP do Frete precisa ser analisada pelo Senado antes do encerramento de sua vigência. Caso não seja votada dentro do prazo, perderá a validade, fazendo com que as novas regras deixem de produzir efeitos.
Representantes dos caminhoneiros afirmam que a aprovação da medida é fundamental para fortalecer a fiscalização do setor, garantir maior equilíbrio nas relações entre transportadores e contratantes e assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete.
Setor acompanha cenário com atenção
O transporte rodoviário é responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no Brasil, tornando qualquer mobilização da categoria motivo de atenção para transportadoras, embarcadores, cooperativas e produtores rurais.
Embora a paralisação ainda tenha impacto limitado, empresas do setor acompanham o desenrolar das negociações entre o Congresso Nacional, o governo federal e as lideranças dos caminhoneiros.
O Caminhoneiros do Trecho seguirá acompanhando a situação em tempo real e trará novas informações sobre a mobilização, possíveis impactos nas rodovias e o andamento da votação da MP do Frete.

