MANIFESTO AEA EM DEFESA DA DESCARBONIZAÇÃO
É incontestável a realidade das severas consequências das mudanças climáticas, causadas por atividades humanas desde o início da era pré-industrial – marcada por períodos distintos em diferentes continentes ou países – acentuada pela intensificação da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), que geram gases responsáveis por reter o calor, embora algumas nações ainda insistam em manter uma posição negacionista.
Diante da cientificidade e inegável constatação da crise climática, o Acordo de Paris (COP 21, de 2015) estabeleceu o aumento máximo da temperatura global de 1,5o C até 2030, por meio do qual visa-se reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a capacidade dos países de lidar com os impactos das mudanças climáticas.
Signatário do Acordo de Paris, o Brasil ratificou seu posicionamento em 2016, com o compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em até 37% até 2025 e em 43% até 2030, em relação aos níveis de 2005, e agora na COP 29 – de modo voluntário –, por meio do documento Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), decidiu ampliar a redução de GEE entre 59% e 67% até 2035, envolvendo todos os setores da economia, em contribuição efetiva com o planeta.
No setor automotivo, em 2013, portanto três anos antes de alinhar-se à COP 21, o Brasil já instituía o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), em vigor até 2017, responsável por aumentar a eficiência energética e, por consequência, a redução do consumo de combustíveis em 15%; depois com o Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística (2018-2022) foi alcançado novo patamar de redução do consumo de combustíveis em 11%.
A partir deste ano, o setor automotivo brasileiro é regido pelo Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que amplia a regulamentação rumo à descarbonização setorial, independente das trilhas tecnológicas a serem adotadas – combustão, híbridos, elétricos, gás, hidrogênio e/ou outras alternativas. Este programa adota o conceito estruturante “Do berço ao túmulo”, incluindo a pegada de carbono nos processos industriais e a reciclabilidade veicular.
Vale destacar que nos três programas federais do setor automotivo brasileiro, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva vem tendo papel preponderante, ao participar de todas os debates técnicos, por meio de estudos – solicitados pelo Governo Federal ou de iniciativas próprias –, desenvolvidos pelas comissões técnicas da entidade, além de priorizar e conduzir seus sete eventos anuais com temas de descarbonização.
Ressalte-se ainda que o Brasil é privilegiado em fontes renováveis de energia e domínio de conhecimento em tecnologias automotivas, baseadas em biomassas, que posicionam o país entre as lideranças mundiais do ranking de descarbonização. A AEA, portanto, manifesta seu total apoio aos programas industriais de baixo carbono, ao disponibilizar o conhecimento, a experiência, a criatividade e a força da Engenharia Automotiva brasileira.
AEA, sempre em prol da sociedade brasileira e do planeta.
