Principais dúvidas do e-commerce sobre a logística

Ao mesmo tempo que o comércio eletrônico atinge recordes e níveis jamais vistos no Brasil, com direito a faturamento de R$ 87,4 bilhões e crescimento de 41% em 2020 (a maior alta em 13 anos, segundo relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen), uma preocupação dos gestores de e-commerce do país também cresce: a logística. Fazer os pedidos se deslocarem pelo país de um lugar a outro realmente não é tarefa simples. Exige que diferentes serviços estejam sincronizados para operarem de forma conjunta e, assim, entregarem os resultados esperados. Natural, portanto, que os profissionais do varejo on-line tenham várias dúvidas rondando suas cabeças. Mas quais são elas? Conheça os principais questionamentos que sempre envolvem a logística:

1 – Correios ou transportadora?

A resposta depende do tamanho e dos objetivos do negócio. Lojas pequenas e/ou em início de operação podem escolher os Correios graças ao custo obrigatório com a cota mínima de contrato. Conforme o volume aumenta e fica mais difícil gerenciar uma quantidade maior de pedidos, é recomendado contratar transportadoras privadas, que chegam a ter preço e prazo mais competitivos. O importante, contudo, é tentar diversificar os tipos de entregas com diferentes parceiros e modais.

2 – Qual é o melhor tipo de frete?

Para e-commerce, o mais recomendado é o CIF, sigla para “custo, seguro e frete”. Nessa modalidade, o pagamento é feito na origem, e o vendedor fica responsável pelos riscos e custos do transporte até a entrega. Por conta disso, é uma modalidade bastante popular em negócios B2C, ou seja, com vendas ao consumidor final, ou com alto volume de remessas para clientes diferentes. Nele, o cliente final paga a mercadoria e o frete de uma só vez.

3 – Devo terceirizar a logística? Em qual momento? 

Não existe um momento adequado, uma vez que depende de cada estratégia do negócio. Geralmente, lojas menores ou que estão começando decidem terceirizar a operação logística rapidamente por conta do investimento mais baixo e até pela facilidade na gestão dos transportes. Contudo, há empresas maiores que buscam montar uma frota própria para ter controle nos custos e na operação, criando estratégias para economizar nessa área. Entretanto, é preciso ter em mente que isso exige outros recursos, como espaço físico, profissionais e sistema para manter tudo em funcionamento.

4 – Como evitar as devoluções de produtos?

Não há nada mais frustrante no e-commerce do que enviar o pedido e ele retornar. Um dos principais motivos é justamente o endereço incorreto do cliente – o que demonstra uma falha no cadastro dele e sua necessária atualização. Disponibilizar o rastreio e mantê-lo atualizado permite que o cliente esteja ciente de quando sua mercadoria irá chegar e, dessa forma, poderá se programar para recebe-la, evitando assim a devolução por ausência do destinatário. Outra situação que minimiza as devoluções é a integralidade do pedido, tanto na montagem correta da embalagem quanto na conservação do produto em si, principalmente durante o transporte.

5 – Como a empresa de logística pode atender à demanda?

Quem pensa que empresa logística se resume apenas à transportadora se engana. Por trás de todo esse processo, há o cumprimento de diferentes etapas que, a princípio, até parecem simples, mas depois se revelam complexas. Entre os principais serviços estão coleta de cargas, transporte dedicado, crossdocking, movimentação e armazenagem, gestão de transporte, entre outros. É preciso integrar esses diferentes serviços e ações para conseguir chegar ao resultado esperado.

Por: Marcos Arante é CEO da Equilibrium, plataforma voltada à gestão logística