Caminhões gigantes fazem pesquisa de jazidas de petróleo e gás em MT

Uma equipe da empresa Global Serviços Geofísicos Ltda, contratada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), realiza pesquisa sísmica no trecho norte da BR-163, em Mato Grosso, onde coleta dados para geração de imagens das camadas de rochas embaixo da terra para estudos geológicos na Bacia Sedimentar dos Parecis. São dez caminhões que vibram o solo e percorrem cerca de 20 quilômetros por dia.

Na extensão onde a atividade é realizada, há a operação ‘Pare e siga’, interditando a faixa sentido sul percorrida pelos caminhões. Nesta terça (9), as atividades são realizadas na região de Lucas do Rio Verde. No trecho sob concessão, os trabalhos tiveram início em 29 de abril (sábado), no km 855, porém, o ponto inicial havia sido o km 934 da rodovia, na região de Cláudia.

Na BR-163, o ponto final dessa fase da pesquisa será o município de Diamantino, no km 504, região do Posto Gil, onde está prevista a chegada da equipe até 22 de maio. Em Mato Grosso, a atividade será realizada em áreas de 50 municípios e em Rondônia, que também abrange a bacia do Parecis, serão mais quatro municípios.

Segundo a Agência, a pesquisa sísmica quer investigar as camadas da Bacia dos Parecis, caracterizados por espessa seção de sedimentos. Uma bacia sedimentar é uma depressão na superfície da Terra onde são acumulados e preservados sedimentos por um intervalo de tempo considerável.

A formação de jazidas de petróleo e gás ocorre necessariamente dentro de uma bacia sedimentar, porém, nem todas são portadoras de petróleo e gás. É necessário que ocorram rochas sedimentares ricas em matéria orgânica (rochas geradoras), bem como rochas porosas e permeáveis (rochas reservatório) e uma série de condições e processos específicos para que o petróleo e o gás gerados sejam acumulados em estruturas, de onde é extraído pelas companhias de petróleo.

Os caminhões emitem ondas sísmicas em pontos pré-determinados ao longo das estradas e rodovias. Essas ondas atravessam as rochas no subsolo, são refletidas e retornam para a superfície. A partir do tempo de viagem das ondas sísmicas e posterior tratamento dos dados, são geradas imagens das camadas de rocha que ocorrem embaixo da terra. (Com Assessoria)

Fonte:RDNews

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