Caminhoneiros de SC entram em greve e pedem aumento de 30% valor do transporte de contêineres

Em SC, eles ganham R$ 90 por 15km; em SP, R$ 230, diz sindicato.Paralisação afeta transporte de cargas entre terminais dos portos.

Os caminhoneiros autônomos de Itajaí, Itapoá, Navegantes e Imbituba entraram em greve na manhã desta sexta-feira (3). De acordo a RBS TV, a paralisação começou por volta das 7h30. A categoria pede um reajuste de 30% no valor do transporte de contêineres entre os terminais.

Os caminhoneiros são os responsáveis pelo transporte de contêineres entre os terminais dos portos. Enquanto em Santa Catarina caminhoneiros ganham R$ 90 para percorrer cerca de 15 km, em Santos (SP), o mesmo serviço custa R$ 230.

Com essa defasagem, segundo os grevistas, os caminhões que atuam no estado têm muito tempo de uso e estão sem a manutenção adequada, o que traz insegurança para o transporte nas ruas. “Você vai no pátio das empresa, e vê sucatas de caminhões prestando serviços e eles não têm interesse em mudar esse sistema”, disse Ademir de Jesus, presidente dos sindicato dos transportadores autônomos.

Em Itajaí, os grevistas colocaram contêineres no portão do terminal para impedir a entrada dos caminhoneiros que não aderiram à paralisação. E outras empresas, os manifestantes usam faixas e abordam os transportadores que chegam.

Impactos na economia
O Sindicato dos Transportadores Autônomos espera conseguir 80% de adesão à greve até o fim do dia. Itajaí tem a segunda maior frota de caminhoneiros autônomos do estado, 2,2 mil estão cadastrados na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para trabalhar na cidade, que atendem também os terminais de Navegantes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santa Catarina, um reajuste de 30% concedido de uma só vez pode provocar até um aumento nos produtos no mercado. Na avaliação dele, se a greve se estender, pode trazer um prejuízo enorme para a economia do estado.

“Em situações como essa você traz uma insegurança muito grande aos importadores e exportadores porque eles já não têm mais a garantia de que vão ter os seus tempos atendidos para receber ou enviar as suas cargas, perdendo contatos comerciais importantes. Então é muito negativa a paralisação “, disse Marcelo Petrelli, presidente do sindicato dos despachantes aduaneiros.

Fonte:G1 Santa Catarina

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