Caminhões: Mercedes-Benz toma liderança da MAN

Companhia entregou 15,1 mil caminhões em 2016 e ficou no topo do ranking

Companhia entregou 15,1 mil caminhões em 2016 e ficou no topo do ranking Foto:Malagrine

Entre tantas reviravoltas no mercado, 2016 foi o ano em que a Mercedes-Benz destronou a MAN da posição de montadora que mais vende caminhões no Brasil. A companhia entregou 15,1 mil veículos da categoria, com queda de 21,7%. O tombo, no entanto, foi bem menor do que o total do mercado, que encolheu 29,4% ao longo do ano, para apenas 50,5 mil unidades, volume anêmico perto do recorde alcançado em 2011, quando o mercado interno do segmento superou a marca de 170 mil emplacamentos.

Com a redução mais contida, a Mercedes-Benz abocanhou 3,1 pontos porcentuais de participação nas vendas e somou 30% de market share em 2016. Enquanto isso, a MAN sustentou os mesmos 27,2% de participação nas vendas alcançados em 2015. Ainda assim, o volume de emplacamentos diminuiu, mas em proporção menor do que a queda geral. A companhia entregou, portanto, 13,6 mil caminhões, com redução de 29,9% na comparação com o resultado do ano passado.

Com o desempenho da MAN e o ganho de participação da Mercedes-Benz, o mercado de caminhões ficou mais concentrado em 2016, com 57,3% do market share nas mãos das duas companhias. Em 2015 este porcentual era de 54,1%.

Ford e Volvo disputaram a terceira colocação no ranking de vendas e a companhia norte-americana saiu vitoriosa. Com 7,7 mil caminhões novos licenciados, a marca garantiu 15,4% de participação. Ironicamente, apesar de ter alcançado a terceira posição entre as marcas mais vendidas, a empresa foi a que mais perdeu market share no ano passado, entregando 2,6 pontos porcentuais. O volume de vendas teve redução de 40%.

A Volvo, por sua vez, entregou 0,5 ponto de participação no mercado de caminhões e respondeu por 11,2% do total negociado no Brasil. A marca sueca negociou 5,6 mil caminhões, com contração de 32,8% na comparação com o resultado de 2015.

A Scania permaneceu na quinta colocação nas vendas com 4,2 mil caminhões licenciados, com baixa de 18,7%. Com o resultado, a companhia abocanhou 1,2 p.p. de participação nas vendas e respondeu por 8,4% dos caminhões novos licenciados em 2016. A Iveco aparece em seguida no ranking, com 5,2% de market share, participação 1,1 ponto menor do que a registrada em 2015. Foram vendidos 2,6 mil veículos da marca italiana ao longo do ano passado. O volume evidencia tombo de 42,3%.

Enquanto isso, a DAF, que chegou no mercado nacional há apenas três anos, segue escalando suas vendas. A empresa elevou em importantes 51,9% as entregas no mercado nacional, que somaram 673 caminhões. O patamar ainda é baixo, mas foi capaz de garantir 1,3 ponto porcentual de presença nas vendas e impulsionar a marca da décima para a sétima colocação no ranking do segmento.

A brasileira veterana Agrale, ficou atrás da marca holandesa em emplacamentos, com apenas 184 unidades negociadas. O volume foi 29,5% inferior ao de 2015, mas ainda assim a companhia não perdeu participação, garantindo novamente 0,4% de market share.

Os registros de emplacamentos do Renavam mostram ainda que em 2016 foram vendidos caminhões de marcas menores, que estão com as atividades suspensas no Brasil. A chinesa Sinotruk é uma delas. A empresa, cujo plano de construir fábrica local nunca foi adiante, entregou 180 unidades ao longo do ano passado. A International, que suspendeu a produção de sua fábrica em Canoas (RS), vendeu 74 veículos. A companhia pretende retomar as atividades na planta em 2017. A Foton, que assegura seguir firme com o plano de construir fábrica em Guaíba (RS), teve apenas 29 caminhões licenciados em 2016.

Fonte: AutomotiveBusiness/Giovanna Riato

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