PRF monitorou protesto de caminhoneiros na noite de ontem, em outros estados

Policiais receberam informações sobre possível bloqueio da BR-386, em Soledade

Foto: Danilo Silva Bonella

Protestos no RS

De acordo com a regional da PRF no estado, um grupo de 15 manifestantes se concentrou durante a tarde no quilômetro 265 da BR-158, em Júlio de Castilhos. Não houve bloqueio no trânsito, mas foram registrados focos de incêndio nas margens da rodovia. Na mesma rodovia, em Cruz Alta, caminhoneiros abordavam veículos de carga para convidar os motoristas a aderir ao protesto.

Em Pelotas, alguns manifestantes se concentraram no acostamento da BR-392, no quilômetro 66. Eles faziam sinais para que outros motoristas participassem do protesto. Já na BR-285, em Ijuí, caminhoneiros realizaram manifestação próximo ao entroncamento com a RS-342. Em todos os casos, mesmo aqueles sem bloqueio, a PRF direcionou o fluxo para o perímetro urbano.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está de prontidão para se locomover até Soledade. Líderes de entidades representativas dos caminhoneiros avaliam a possibilidade de bloquear trechos da BR-386, em apoio à mobilização que teve início no estado do Mato Grosso. Ela se alastrou para o RS, em trechos da BR-158, em Cruz Alta e em Júlio de Castilhos, na BR-285, em Ijuí, e na BR-392, em Pelotas.

No início da noite de ontem, o chefe da 4ª Delegacia da PRF, Ronaldo Becker Brito, assegurou de que não haviam – na BR-386 – pontos de bloqueio na área de cobertura que vai de Tabaí até Tio Hugo, totalizando mais de 200 quilômetros de rodovia.

Em Soledade, a Associação dos Caminhoneiros, comandada por Volnei Cardoso, ainda não definiu se participa efetivamente ou não da mobilização nacional. Ontem, o grupo realizou uma série de reuniões com motoristas autônomos. Além de discutir se Soledade também poderá ter ponto de mobilização, eles debatem a possibilidade de a categoria ir para cidades próximas onde haja paralisação.

Protesto no ES

Um protesto de caminhoneiros bloqueou parcialmente o trecho da BR-101 em Viana, km 298, na noite desta terça-feira (17). Caminhões e carretas estão sendo impedidos de passar. Os manifestantes afirmam que o ato não tem hora para terminar.

Os caminhoneiros aderiram ao protesto nacional, que também ocorre em outros estado. Eles querem a redução do valor do Diesel; contra a queda no preço pago aos motoristas pelo frete, que, segundo eles, seria de cerca de 30% em relação ao ano passado; e querem mais segurança nas estradas.

No início do ato, os manifestantes interditaram completamente a BR-101 no trecho de Viana, mas após conversa com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), liberaram uma pista de cada lado.

De acordo com a PRF, às 22h, não havia congestionamento no local por causa do baixo fluxo de veículos circulando.

Conforme a entidade, a manifestação ocorre em razão da defasagem no preço do frete, dos recentes aumentos dos combustíveis e também para pressionar a aprovação do Projeto de Lei 528/2016, que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

A orientação nacional da classe – até o início da noite de ontem – era restringir que os caminhões circulem, com exceção de veículos com cargas perecíveis, vivas, explosivos e medicamentos. Ônibus, automóveis, motocicletas, ambulâncias teriam passagem liberada. Nas rodovias estaduais, não há registros de manifestações, segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar.

Fonte: A HORA

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