Transportadoras ameaçam parar 100 mil caminhões no Sul do Brasil

Segundo as empresas, a paralisação é o último recurso diante da das dificuldades que a categoria vem enfrentando…

Transportadoras do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ameaçam parar 100 mil caminhões nos próximos dias em protesto contra os embarcadores – empresas que contratam os serviços –, principalmente àquelas ligadas aos frigoríficos. A decisão foi tomada em uma reunião realizada  na cidade de Catanduvas, em Santa Catarina. Segundo as empresas, a paralisação é o último recurso diante da das dificuldades que a categoria vem enfrentando.

Para Idair Parizoto, um dos líderes dos caminhoneiros na região Sudoeste do Paraná, se houver união das transportadoras e o sindicato da categoria der suporte jurídico o impacto da paralisação será grande. “Só vejo cada dia que passa mais irmão da estrada reclamando”, afirma.IMG_6274

Representantes

A reunião em Santa Catarina contou com representantes de sindicatos paranaenses das cidades de Toledo, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos. O movimento é unificado e pode se estender pelo país. Em seu site oficial na internet, o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Chapecó (Sitran) informou que sindicatos de São Paulo e Mato Grosso estão apoiando o movimento paredista. O transporte de cargas frigoríficas e de grãos serão os principais prejudicados, caso se confirme a paralisação.

O movimento pretende promover a paralisação, ainda sem data definida, de forma organizada. Não haverá bloqueios de rodovias ou piquetes que impeçam a circulação de veículos, já que o esforço será concentrado para atingir os “embarcadores”. A ideia é deixar os caminhões parados nas garagens. Segundo as transportadoras, os embarcadores estão sendo intransigentes em suas exigências sem atender aos pedidos de revisão dos valores.

Os transportadores afirmam que a situação se tornou insustentável e beira co caos já que o valor do frete está congelado há mais de três anos, mesmo com o aumento dos combustíveis e outros insumos, além dos reajustes salariais dos motoristas. “Não se trata de fortuita lamentação, mas sim da real constatação de desespero”, diz Deneraci Perin, presidente do Sintran. Segundo ele, a população não será prejudicada, “mas o embarcador terá graves problemas”.

Caso ocorra, a paralisação pode não receber apoio de caminhoneiros autônomos, apesar de há tempo andarem insatisfeitos com o baixo preço dos fretes e o alto custo dos insumos. Em março, os caminhoneiros até tentaram forçar uma paralisação, mas com a baixa adesão o movimento se fragmentou e a greve perdeu força logo no início.

O Comando Nacional do Transporte (CNT), que organizou outras paralisações de caminhoneiros autônomos disse, em sua página oficial em uma rede social, esperar que os transportadores de cargas frigoríficas consigam dar exemplo de como fazer uma paralisação ficando só em casa e sem transtorno à população. “Seria uma prova de união muito forte”, diz a entidade. Para o CNT há indícios de que a paralisação anunciada seja para provocar desgaste no governo interino de Michel Temer e tentando usar os caminhoneiros como massa de manobra.  “Fiquem espertos, sabemos que a situação está difícil para todo mundo, mas mover paralisação para beneficiar sindicatos pelegos é o fim da categoria”, diz a entidade.

Fonte: CGN Cascavel

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