Volvo VM 6×4 off-road é aposta para a retomada do mercado

Ainda que o momento não seja de grande demanda, a Volvo aposta alto e começa a vender nova versão do VM 6×4 no Brasil. Off-road, a configuração do caminhão tem 32 toneladas de Peso Bruto Total (PBT) e foi desenvolvida para aplicações severas na construção civil. A novidade soa irônica para o momento atual, com a operação Lava Jato investigando grandes empreiteiras. Ainda assim, a companhia tem segurança de que o segmento da construção é justamente o caminho para a retomada do mercado de caminhões pesados, que acumula queda da ordem de 70% entre 2015 e os primeiros cinco meses deste ano.

A empresa aponta que a curva de queda começa a se inverter. “Isso só vai se refletir nos emplacamentos a partir de setembro, mas os índices já evidenciam melhora na confiança do empresário, que é o nosso cliente”, destaca Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo Brasil. Neste cenário, ele avalia que a área de construção civil é uma grande promessa, com potencial para alavancar o crescimento econômico, gerar empregos, competitividade e fluxo logístico. “A Lava Jato afetou cinco ou seis empresas da área de construção. Mas o Brasil não se resume a isso. Há outras companhias e muita coisa para fazer”, aponta Fedalto.

O desenvolvimento do novo caminhão foi feito em apenas um ano, mas o plano de lançar o modelo já estava no horizonte da Volvo havia pelo menos dois.

META DE 20% DO SEGMENTO

O novo VM é complementar ao FMX, que tem como foco aplicações ainda mais duras, como a mineração. Segundo a Volvo, enquanto as vendas de caminhões pesados seguem em queda livre, houve crescimento de 6,5% na demanda de caminhões de 30 a 32 toneladas de PBT em 2015, justamente a faixa em que a novidade se encaixa.

Os veículos com essa característica respondem por 7% dos emplacamentos de pesados, estimados pela Volvo em 15 mil unidades em 2016. A meta é abocanhar 20% de participação nas vendas de caminhões dessa faixa de peso com a entrega de 800 a mil unidades do novo VM fora de estrada. “Temos o caminhão mais leve e com maior carga útil da categoria”, garante Fedalto, enumerando alguns bons argumentos de vendas para o modelo. Segundo ele há vantagem de mais de uma tonelada para o veículo da Volvo na comparação com o líder desse mercado, o Mercedes-Benz Axor 3130.

O caminhão compartilha uma série de componentes com o irmão mais velho FMX. Durante o processo de desenvolvimento, a montadora manteve ouvidos atentos para entender as necessidades do mercado. “Fizemos uma série de clínicas com os clientes”, diz Fedalto. O resultado, segundo ele, é um caminhão mais alto, com ângulo de ataque de 25 graus e reforço dianteiro para proteger os componentes e o motor.

O modelo é equipado com propulsor de 330 cv e caixa eletrônica I-Shift, que promete mais eficiência e economia. A tecnologia é tão bem aceita pelo mercado que 75% das unidades de toda a linha VM vendidas já são equipadas com ela. Na gama FH esse índice chega a 95%. “Percebemos que o cliente dessas aplicações não quer mais uma caixa mecânica”, diz Fedalto. A transmissão é a mesma usada no FMX, mas a Volvo aponta diferenças na programação, com opções de software adequadas às necessidades de cada comprador. O preço sugerido é de R$ 285 mil, cerca de R$ 40 mil a mais que o VM 6×4 já em linha. “Esse mercado já foi de preço, mas hoje clientes pagam por veículo mais preparado para a operação”, assegura.

Fonte: Giovanna Riato, AB

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